Como financiar um apartamento no Rio de Janeiro?

A casa própria ainda é a maior realização e sonho do povo brasileiro e se você está com medo de passar anos pagando o aluguel, financiamento pode ser uma opção. Mas afinal de contas, como financiar um apartamento no Rio de Janeiro?

Essa é uma pergunta que escutamos com certa frequência e, pensando nisso, fizemos um post que fala passo a passo do que é o financiamento habitacional e como fazer para conseguir o seu. Preparados?

Como funciona o financiamento habitacional?

Quando uma pessoa ou família decide comprar uma casa própria, uma das formas de pagamento é o financiamento do imóvel. Os financiadores dessa prestação são os bancos, que pagam na íntegra o valor que o dono do imóvel está pedindo, deixando que você pague em pequenas prestações (dependendo do plano contratado).

Vale a pena ressaltar que, enquanto você não quitar no valor integral a sua dívida, a casa está sob alienação, ou seja, ela está no seu nome, mas é dada em garantia ao banco, caso você não consiga honrar seus pagamentos. Depois da última prestação paga, finalmente ela passa a ser sua, integralmente.

Condições de financiamento imobiliário

Sim, como é atrativo aos bancos, muitos deles oferecem excelentes condições e propostas que são tentadoras, por diversas vezes. O que diferencia de um banco pra outro é a alíquota exigida na taxa de juros O juros está incutido dentro do valor da parcela mensal.

Depois de analisar (existem os simuladores online que te permitem entender o quanto cada banco cobraria), você deverá selecionar um e ir até uma agência para conversar com o seu gerente de contas, dando o start nas negociações e na liberação do crédito.

Da documentação necessária

Num primeiro momento, será necessário que você leve apenas o seu RG e CPF (se for em conjunto, deverá levar o de todos), comprovante do estado civil de cada um e o comprovante de renda (no caso de autônomo, também são aceitos extratos bancários da movimentação financeira referente aos últimos três/cinco meses).

Também são aceitas as declarações de imposto de renda, o contrato de prestação de serviços, declaração ou recibo do sindicato da categoria ao qual você pertence e a DECORE (documentação profissional feita por um contator capacitado).

IMPORTANTE: A comprovação da sua renda irá indicar a capacidade de pagamento da sua prestação. Nesse momento, devemos nos atentar que tal valor não poderá passar dos 30% da renda familiar bruta.

Também é nesse momento que uma análise cadastral é feita com os pretendentes, passando por órgãos como SERASA (cadastro de inadimples) e outras fontes de consultas, peculiares de cada instituição financeira. Caso não seja apontado nenhum problema nessa parte comprobatória, é liberado o crédito. O tempo estimado para a liberação varia de acordo com o banco escolhido.

Avaliação do apartamento pretendido

Depois desta primeira fase concluída, o banco, por meio de um arquiteto, engenheiro ou empresa responsável dentro do setor, realizará a avaliação do imóvel que você pretende comprar, confirmando assim, o valor que você passou na  Ficha Cadastral.

A partir da confirmação deste terceiro, o banco irá elaborar o contrato e pedir que vendedor e comprador assinem. PS: o contrato deverá ser registrado em cartório e, posteriormente, devolvido à agência bancária. Feito essa parte, o valor é depositado em conta para o vendedor e, no mês seguinte, o comprador já passa a pagar as parcelas mensais referente ao financiamento imobiliário.

Tipos de financiamento existente

Existem algumas variações interessantes para quem deseja financiar o imóvel, como por exemplo, a utilização do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o famoso FGTS. Também é possível utilizar o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Em alguns casos, há construtoras que contam com a própria financeira (este, geralmente, são para apartamentos comprados diretamente na planta).

Financiamento imobiliário pelo FGTS

A utilização do seu FGTS para o seu financiamento imobiliário faz parte do chamado Sistema Financeiro de Habitação. O valor do imóvel pretendido têm limite que sempre oscilam.

Também possuem algumas peculiaridades, como a participação de uma determinada composição familiar (visado a condição financeira) e que varia nas mais diversas regiões do país. Os juros praticados nestes casos são mais baixos quando comparados ao do SBPE.

Você pode tirar maiores informações no próprio site do FGTS, acessando: www.fgts.gov.br

Financiamento através do SBPE

Dentro do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo não há um limite de renda previamente definido.

Além disso, quando o valor está no limite de financiamento, não poderá ser aplicado taxas que sejam superiores a 12% ao ano. Comparação: Quando há um financiamento, realizado pelo SBPE mas que está fora dos limites do SFH, essas taxas são maiores do que os 12%.

O que ocorre se o comprador deixar de pagar as prestações do financiamento?

Neste caso, o banco, que é o detentor da dívida, poderá entrar com uma ação judicial ara tomar pose daquele bem. Após, o mesmo será leiloado. O valor levantado com o leilão do imóvel é utilizado para pagamento da dívida, acrescidos das despesas judiciais que o banco teve para cobrar a inadimplência. Se sobrar algum dinheiro depois disso, o mesmo será restituído ao comprador/consumidor.

Nos casos de atraso, o consumidor deverá estar atento aos juros e multa que são cobrados mês a mês. Lembrando que a multa não poderá ser superior que 2% em relação ao total da dívida e o juros não poderá ser superior a 1% do total da dívida.

Documentação necessário para financiar apartamento no Rio de Janeiro

Cada instituição financeira tem seus próprios argumentos e solicitam suas documentações de acordo com critérios internos. De modo geral, os documentos solicitados são:

  • Rg (original e cópia)
  • CPF (original e cópia)
  • Comprovante de estado civil (original e copia)
  • Comprovante de renda (original e cópia)
  • Certidão conjunta negativa de débitos relativos aos tributos federais e dívida ativa da União, ou
  • Certidão conjunta positiva com efeito de negativa de débitos relativos a tributos federais e dívida ativa da união

Em relação ao imóvel, deverão ser apresentados os seguintes documentos:

  • Certidão atualizada da matrícula no Registro de Imóveis (devendo esta estar livre de ônus)
  • Propriedade regularizada em nome do vendedor
  • Certidão de quitação de dívidas municipais (como IPTU)
  • Certidão de regularização de taxas do condomínio

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