Leme no Rio de Janeiro é seguro?

Há muito tempo a cidade do Rio de Janeiro é estigmatizada como um lugar com altos índices de criminalidade. Ainda assim, esse é um dos destinos mais procurados no Brasil, tanto por brasileiros quanto por turistas internacionais.

O Leme está entre os bairros mais tranquilos da cidade carioca. A sua belas praias e suas ruas praticamente sem trânsito o tornam um lugar especial para ser visitado. Mas será que esse bairro é seguro? Essa é uma das preocupações mais comuns dos turistas que visitam a cidade.

Confira a seguir se o bairro é de fato seguro para os turistas que desejam visitá-lo e conheça um pouco sobre a sua história.

Turismo no bairro do Leme

O Leme fica em um dos pontos privilegiados da cidade do Rio de Janeiro, estando localizado entre o Oceano Atlântico, a Pedra do Leme, os morros da Babilônia, o Chapéu Mangueira e a Avenida Princesa Isabel, que o separa do bairro de Copacabana. Com tantos pontos turísticos ao redor, é difícil não desejar visitar esse bairro tão charmoso.

Apesar de não contar com muito trânsito, a região é composta por um amplo comércio local e diversos prédios residenciais e hotéis, o que favorece bastante o turismo do bairro. Não é necessário se locomover muito para encontrar serviços como agências bancárias, padarias e mercados, entre outros.

Além disso, é repleto também de muitas árvores e canteiros, o que contribui para deixar o bairro arborizado e muito agradável para caminhadas e passeios turísticos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 15 mil pessoas de classe média alta vivem no Leme atualmente.

Famosa Praia do Leme
Famosa Praia do Leme

O principal entretenimento do bairro é, claro, a Praia do Leme, mas há também diversos bares e restaurantes locais para quem aprecia almoçar fora ou uma boa vida noturna. O Leme Tênis Clube, de 1914, conta com piscinas, quadras e locais para shows e eventos particulares, e a praça Almirante Júlio de Noronha, localizada ao final da orla, também é muito visitada.

Os turistas podem fazer caminhadas pela área de proteção ambiental da Mata Atlântica e também uma visita ao sítio histórico do Forte do Leme. Do alto do Morro do Leme é possível ter uma visão muito charmosa da cidade, com direito a vista da Praia de Copacabana, a entrada da Baía de Guanabara, Pedra da Gávea, Morro Dois Irmãos, Cristo Redentor e Pão de Açúcar.

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O bairro deixa um pouco a desejar, no entanto, com relação à questão de transporte público, uma vez que não conta com linha de metrô e também não possui muitas opções de ônibus. Essa questão limita um pouco a escolha dos turistas que optam por visitar o local, que geralmente possuem veículo próprio ou estão dispostos a arcar com o custo de um táxi.

A Ocupação no morro

Assim como outros pontos do Rio de Janeiro, o Leme também sofre com a violência e a criminalidade. No ano de 2009, houve a ocupação dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira, com o objetivo de reduzir a criminalidade da região.

Em 2017, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou o projeto “Rio + Seguro”, que teve início nos bairros de Copacabana e Leme. A estratégia foi adotada devido às queixas dos moradores dessas regiões de que a violência teria aumentado. A ideia principal era reforçar o patrulhamento por meio da polícia militar e dos guardas locais, que seriam acompanhados por GPS.

Bairro do Leme- RJ
Bairro do Leme- RJ

Em Janeiro de 2018, o presidente em exercício Michel Temer decretou a intervenção militar sobre o Rio de Janeiro. Seis meses depois, apenas 11 das 66 metas do Plano Estratégico da Intervenção tinham sido cumpridas.

Segundo relatos de turistas que visitaram o local recentemente, por se tratar de um bairro majoritariamente residencial o Leme acaba sendo uma região calma e segura.

A história do bairro de Leme

As regiões onde hoje ficam localizadas os bairros de Leme e Copacabana eram, na época do Império, o principal reduto de famílias que costumavam realizar piqueniques e passeios aos finais de semana. Alguns historiadores apontam 1894 como o ano de fundação do bairro do Leme.

Por se tratar de uma área de difícil acesso, essa região contava com poucos pontos turísticos até o final do século XIX, como o Forte Reduto do Leme e a pequena igreja de Nossa Senhora de Copacabana. Esse histórico da região favoreceu que um loteamento surgisse no local, entre os anos de 1892 e 1894, em um trajeto que se estendia do Morro do Vigia até a atual Rua Siqueira Campos.

igreja de Nossa Senhora de Copacabana
Igreja de Nossa Senhora de Copacabana

Em 1906, foi inaugurado o Túnel Novo, que levou a linha de bondes da Companhia Ferro-Carril Jardim Botânico até o bairro, na Praça do Vigia. Nesse mesmo ano foi concluída a obra da Avenida Atlântica, que percorre o Leme e Copacabana e se tornou uma das principais avenidas da cidade carioca.

Há mais de uma teoria acerca da origem do nome do bairro. Uma delas conta que se deve a Pedro Leme, uma figura descendente de família flamenga, que migrou para o Brasil no século XVI e se tornou um grande nome na época da indústria de madeira. A outra versão diz que o nome foi herdado da Pedra do Leme, que vista de cima se parece muito com o leme de um navio.

No Leme ficava o Forte Duque de Caxias, que fora construído no ano de 1776 e desativado em 1975. Além dele, havia também no bairro outras quatro estruturas militares, sendo elas o Forte da Ponta da Vigia, o Forte do Leme, o Forte da Ponta do Anel e o Forte Guanabara. O Forte do Leme era composto por militares que participaram de revoltas como a do Forte de Copacabana, em 1922, e da Revolução de 1932.

Já na década de 1950 o Leme já era um bairro repleto de famílias cariocas abastadas, e também um dos destinos preferidos dos boêmios devido à grande oferta de bares.

A verticalização atingiu o bairro entre os anos de 1950 e 1960, quando então começaram a ser construídos edifícios residenciais e diversos prédios para agregar hotéis, tais como o Meridian (da rede francesa Le Méridien), que em 2009 foi rebatizado como Windsor Atlântica Hotel. Alguns anos depois houve a obra de duplicação do calçadão, em 1971.

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